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Gata

por arcadajade, em 05.07.05

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oto de Sílvia Lopes

A tua gatinha agora emagreceu.
O seu mal não é senão o de amor:
mal que ao teu cuidado a consagra.
Não experimentas uma aflita ternura?
Não a sentes vibrar como um coração
por baixo da tua carícia?
Aos meus olhos é perfeita
como tu esta tua bravia gata,
mas é como tu rapariga
e enamorada, sempre em busca,
que sem sossego por todo o lado te mexias,
e tanto que diziam: «É doida».
É como tu rapariga.

Umberto Saba, (1883-1957) em Assinar a Pele, Antologia de Poesia Contemporânea Sobre Gatos, organização de João Luís Barreto Guimarães, Assírio & Alvim, Lisboa, 2001

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